quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O que sobrou de mim.

Meus pensamentos se perdem.
Minhas memórias.
Memórias que latejam, corroem, provocam mal-estar. Mas, o que provoca mais dor: a memória vivida, ou saber que aquilo tudo não volta mais?
Olho para meus dedos dos pés, descalços, enquanto o relógio bate as horas, que conto minuto a minuto, na vã esperança que passem mais rápido. Mas o relógio anda tão devagar... Que eternidade sem você. Por que o relógio não pára de uma vez e me faz esquecer? Apenas esquecer...

E o que sobrou de mim em você? Saudade, amargura, rancor? Nem ao menos um lampejo de memória?
E o que sobrou de ambas? Sonhos sem final feliz, dias que não surgiram, conversas que não aconteceram, cartas não trocadas, fotos não tiradas, sorrisos desfeitos, palavras esfaceladas, tristeza amargurada...

O que sobrou de você em mim...
Saudade! Muita saudade. Tardia, triste, saturada...